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O restaurante da Tia Zilda

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maracuja

Este é o Maracujá, quem fica no Itaim em São Paulo, pois o da Tia Zilda é fictício.

Muitas vezes ficamos em dúvida na forma de chamar a atenção de algum subordinado. É uma dúvida muito comum, que só a experiência dirime.

Para ajudar, conto a estória abaixo, baseada numa história repetida pelo DeRose sempre que quer treinar os profissionais que ensinam o seu Método, do qual sou um representante orgulhoso.

A Tia Zilda era a dona de um restaurante de comida caseira no centro de uma grande cidade. Era um local simples, com mesas e cadeiras de ferro, tolhas emborrachadas com estampas de frutas, ventiladores de lanchonete e azulejos até metade da parede. Na hora do almoço, pessoas simples e trabalhadoras faziam fila para comer o prato feito do dia. Além disso, ela mandava entregar algumas marmitas na região, de tão gostosa que era a comida. Até alguns grande empresário mandavam vir a comida dela.

Com muitos quilos a mais, alguns cabelos brancos e várias rugas, pele branquinha e olhos castanho fortes, Tia Zilda tratava todos com carinho. Como uma tia mesmo. Muitos diziam que, mais do que pela comida, iam lá por ela. Firme, forte, carinhosa. Dava bronca até nos clientes que pediam fiado, pois com ela não tinha este tipo de conversa. Mas adorava contar histórias, muito engraçadas, sobre o seu passado na fazenda. Ela era cativante.

Era ela que contratava todos os ajudantes. Da cozinha e do buffet, como ela chamava. Para eles, ela era uma mãe. Fazia de conta que não via os pequenos erros, afinal muitos eram bem novinhos e estavam aprendendo a trabalhar. Mas se eles cometessem um erro mais grave ou que chateasse os clientes, aí sim ela ficava uma fera. E ai de quem chegasse atrasado. Não conhecia a Inglaterra, mas sua pontualidade era britânica.

Um dia, o Nelsinho fez uma daquelas. Estava servindo um prato para um cliente, quando soltou um espirro em cima da comida. Tia Zilda viu aquilo e ficou possessa. Olhando fimemente para o Nelsinho, ao mesmo tempo com um sorriso que só as tias têm, chegou perto dele e disse: “Nelsinho, meu filho! (todos para ela eram filhos), a Tia Zilda viu o que você fez. Não quero que isso se repita mais, pois você contaminou com micróbios a comida do freguês. Sabia que ele pode ficar doente por isso?!  Em uma próxima vez, a Tia Zilda vai ser mais dura com você. Se isso se repetir, você está no olho da rua. Entendeu, meu filho? Ah, e trate de jogar esta comida fora e de lavar os pratos”.

O Nelsinho não sabia que não podia espirrar em cima da comida, afinal era assim que fazia em casa e nunca ninguém falou nada. Mas a Tia Zilda explicou de maneira tão fraternal que ele entendeu na hora. Envergonhado, olhou para a Tia Zilda com as sobrancelhas baixas e disso: “Desculpe, tia. Isso não vai acontecer mais”.

E assim foi. Nelsinho continuou caprichando, apesar de alguma bronca aqui e alí. Mas ele era tratado com respeito, como nunca tinha sido tratado. Tia Zilda, para ele, não era uma tia: era uma mãe.

Até pediu para chamá-la assim. A Tia Zilda disse que iria pensar.

Written by Nilzo Andrade Jr.

junho 10th, 2009 at 10:58 am

Graham Bell, o charlatão?

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"Será que alguém vai atender?"

"Será que alguém vai atender?"

Veja este relato, escrito pelo educador DeRose:

Desde bem jovem o cientista Graham Bell começou a trabalhar no projeto que o imortalizaria: o telefone. E, como sempre acontece, pagou caro por isso.

Bell queria casar-se com uma jovem. Certo dia o pai da donzela mandou chamar o pretendente à sua casa e humilhou-o de todas as formas, acusando-o de ser um vagabundo, dizendo que não trabalhava, que não tinha futuro, que era um João Ninguém e que se persistisse com a intenção de casar-se com sua filha, deveria abandonar aquelas idéias malucas de inventar um tal de telefone e arranjar um emprego.

Graham Bell não podia perder tempo com emprego, já que agasalhava um ideal muito maior. Ele tinha objetivo e sabia o que queria. Sabia que era possível transmitir a palavra pelos fios telefônicos, coisa tida na época como quimera. Ele sofria muita necessidade, passava muita fome e não tinha roupas decentes para cortejar sua eleita. Às vezes, alguma boa alma o convidava para jantar e isso era o que o mantinha vivo.

Trabalhando dia e noite, certo dia conseguiu fazer o telefone funcionar. Aquele jovem acabara de inventar o aparelho de comunicação que um século depois estaria em todas as residências e empresas do mundo! Mas… o inesperado ocorreu. Um concorrente invejoso, querendo para si os direitos da descoberta, conseguiu convencer a opinião pública de que Graham Bell era um charlatão e o legítimo inventor do telefone foi processado. Durante o julgamento foi insultado e ultrajado. Os jornais o chamaram de vigarista e charlatão. Ele foi coberto de vergonha e exprobração.

Como consolo, no final de muito sofrimento, Graham Bell ganhou a questão judicial e teve o seu nome limpo.

Por isso, meu amigo, mantenha-se firme!

Written by Nilzo Andrade Jr.

maio 21st, 2009 at 7:21 am

Médico pioneiro do cateterismo é obrigado a abandonar a cardiologia

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Não sei se você já se deu conta, mas toda vez que algum vanguardeiro lança uma nova idéia, acabamos oferecendo resistência. É como uma vontade inconsciente que temos de evitar a mudança. Em alguns casos, acabamos condenando o descobridor do novo paradigma ao ostracismo. Por vezes, realmente acabamos com a vida da pessoa.

Leia esta caso contado pelo meu amigo DeRose sobre o médico alemão criador do cateterismo:

Werner Forssman, nasceu em Berlim a 20 de agosto de 1904. Formou-se em medicina em 1928. Desenvolveu uma teoria que ninguém aceitava: a de que seria possível introduzir uma sonda por via intravenosa e conduzi-la até o interior do coração, sem matar o paciente. Obviamente, não poderia usar cadáveres, pois já estavam mortos. Tentou autorização dos seus superiores no hospital para levar a efeito a experimentação em algum paciente. É claro que não foi autorizado. Então, não podendo utilizar cobaias humanas, usou o seu próprio corpo.

Cortou uma veia do braço e introduziu um cateter (a pronúncia correta é catetér e não catéter) e foi empurrando-o até que atingiu o órgão cardíaco. Para provar que havia conseguido e que tal procedimento não matava o paciente, foi até a sala de raios-x e, sob os protestos dos colegas, bateu uma chapa. Era incontestável! Ninguém poderia questionar sua descoberta que viria a salvar tantas vidas no mundo inteiro. Sua recompensa? Foi tão punido, criticado e atacado que teve de abandonar a cardiologia!

Durante mais de duas décadas não era convidado para nada e se ousasse comparecer a algum congresso tinha que sofrer o constrangimento de ser apontado pelos seus pares como um indesejável. Após 25 anos de humilhações e exclusões, finalmente, o reconhecimento. Em 1956, recebeu o Prêmio Nobel de Medicina.

Por sorte, ele foi reconhecido com o prêmio. Mas imagine quanta força de vontade e determinação ele deve ter tido para suportar 25 anos de exclusão? Será que nós teríamos a mesma coragem de manter a convicção num caso destes?

Encare este fato como uma vacina. Se você for um inovador, um criador, uma pessoa que estabelece novos paradigmas, tenha a certeza absoluta de que enfrentará muita resistência. Para enfrentar este fato, desenvolva coragem.

Trabalhe o corpo para enfrentar a crise

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Veja como o SwáSthya Yôga pode ser um aliado para vencer a crise.

Conheça mais em www.uni-yoga.org e no blog do DeRose.

Written by Nilzo Andrade Jr.

abril 20th, 2009 at 8:09 am

Qual é a sua tribo?

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Qual a sua tribo? Eu diria que várias. Do trabalho, da família, da arte, da cultura, dos amigos, dos hobbies, dos esportes. Estamos sujeito a estas e a tantas outras. Elas nos moldam, influenciando nosso vocabulário, nosso modo de vestir, nosso sucesso e inclusive nossa expectativa de vida (faça parte da tribo dos obesos-fumantes-sedentários-depressivos, dos traficantes ou dos homens-bomba e você verá quantos anos viverá).

Saber disso é importante por dois motivos: para ter mais sucesso em seu negócio e para ter uma qualidade de vida melhor.

Para o primeiro dos motivos, recomendo conhecer o trabalho do Seth Godin. Ele é o autor do blog de marketing mais popular do mundo. Publicou bestsellers na mesma área e lançou recentemente o livro Tribes.

Seth Godin sabe tomar leite na caixinha sem se babar.

O cara é sensacional. Consegue, neste livro, mostrar como as pessoas buscam significado nas coisas que consomem. Queremos fazer parte de uma tribo, mesmo que seja usar chapéu vermelho com vestido azul.

Para o segundo, recomendo conhecer o trabalho do DeRose. Um dos maiores autores brasileiros, com mais de 20 livros escritos, redigiu o livro mais de Yôga mais completo do mundo, o Tratado de Yôga.

 

DeRose já escreveu mais de 20 livros.

DeRose já escreveu mais de 20 livros. Se pudesse, nem dormiria só para escrever mais.

 

Ele escreveu sobre tribos, mas dando um nome mais erudito: egrégora. Quando duas ou mais pessoas unem-se com um objetivo, aí está formada uma egrégora ou tribo.

E isso é muito útil para viver anos produtivos e felizes a mais, pois ao escolher uma tribo para fazer parte, faça perguntas do tipo: 1) como estão as pessoas com 20 ou 30 anos a mais do que eu? Estão saudáveis?; 2) como estão seus relacionamentos? Têm amizades longas? Têm relações afetivas estáveis?

Afinal, quem quer um líder que não conheça sobre como formar tribos e que vá morrer logo? 

Written by Nilzo Andrade Jr.

março 24th, 2009 at 6:21 am