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Liderando a geração Y
Pedrinho (poderia ser Aninha) chega para trabalhar. Abre a porta retirando os fones de seu iPod, cumprimenta a todos e dirige-se ao seu computador. Dá uma olhada em seus e-mails e no Facebook, liga a conta do Twitter, visita alguns sites de interesse, responde a um bom dia no MSN. Só para ver se tinha algo de novo, pois já estava fazendo tudo isso do seu smartphone.
Liderar essa nova geração, representada pelo Pedrinho (ou Aninha), que está chegando ao mercado é um desafio. Aliás, desafio antigo, pois sabemos que a geração atual sempre critica a sucessora. A chamada geração Y (nascidos a partir de 1980) já nasceu conectada, pois cresceu tendo acesso a uma tecnologia muito avançada. São criticados por serem dispersos, pouco comprometidos, questionadores e folgados. Mas eles já correspondem à 20% dos cargos de liderança nas grandes empresas brasileiras.
Conseguem fazer várias coisas ao mesmo tempo, recebendo a alcunha de multitasks. Querem e gostam de trabalhar, mas o trabalho não é sua vida. Filhos da geração X, que priorizou o trabalho em relação à família e amizades, não querem repetir o exemplo que tinham em casa.
Tem sido criados e nutridos através de muitos estímulos. Frequentam muitos espetáculos culturais e shows grandiosos. Os games tem uma presença constante em suas rotinas.
Ao mesmo tempo que estão tendo uma ascensão profissional mais acelerada do que a geração anterior, demoram mais para sair da casa dos pais. Querem a autorrealização, mas não anseiam pela independência.
Gostam de trabalhar em equipe, valorizando isso mais do que a geração X. São colaborativos pois desenvolveram-se interagindo em blogs, expressando a sua opinião com freqüência.
Neste contexto, necessitam de uma liderança que seja inspiradora, legítima e ética. Faz-se necessário que sejam estimulados de maneira constante e consistente. Gostam de boas conversas e o líder precisa estimular o bate-papo. Querem aprender, mas gostam de ensinar.
O que você pode fazer? Aqui vão algumas sugestões:
- Procure descobrir do que o Pedrinho gosta. Esteja antenado aos seus gostos.
- Faço-o descobrir o que o move. Converse bastante, ajude-o a descobrir o seu propósito de vida e ajude-o a realizá-lo, alinhando as metas pessoais dele com as da Unidade.
- Exercite uma relação de liderança mais horizontal, sendo bem acessível. Ouça-o muito e dê feedback constantemente.
- Estimule-o a fazer projetos em rede. Ações de marketing ou de fidelização em conjunto com outras Unidades, por exemplo, são uma boa pedida.
- Deixe as coisas muito claras. A geração Y não tem a mesma iniciativa da geração X.
- Defina muito bem qual o papel do Pedrinho, estabelecendo de maneira prática quais são seus limites, pois nasceu com uma incapacidade de percebê-los. Neste ambiente, ele se sentirá mais seguro e amparados para exercer toda a sua criatividade.
- A ansiedade é uma constante na vida do Pedrinho. Sempre diga a ele como está seu desempenho.
Observando estes pontos, o Pedrinho (ou Aninha) poderá dar o máximo de si e você acima de 30 poderá exercer uma liderança mais eficaz. Os tempos mudam, podem ficar turbulentos e inseguros, mas quem aprende e se esforça em liderar bem sempre cativará. Essa é chave para ter cada vez melhores resultados. E também para ter uma boa relação profissional com o Pedrinho (ou com a Aninha).






