Archive for the ‘Stanford’ tag
Deixe o marshmallow para depois
É realmente uma arte postergar as gratificações. Segundo Joachim de Posada, este é o principal fator para o sucesso.
Um professor de Stanford fez o seguinte experimento: uma criança de 4 anos era deixada sozinha em uma sala junto com um marshmallow. O desafio do infante era ficar sem comer a guloseima por 15 min. Ao retornar à sala, o professor daria um segundo doce caso o objetivo fosse alcançado.
O que se observou foi que duas em cada três crianças comeram o marshmallow antes do retorno do professor. O outro 1/3 pegava o objeto desejado e o cheirava, andava em volta, mostrava ansiedade, brincava com outras coisas, mas não o comia.
Como continuidade do experimento, o professor observou, 15 anos após, que 100% das crianças que conseguiram esperar para comer o marshmallow eram muito mais exitosas em seus intentos do que as que o comeram. Tinham bom desempenho na escola e nos esportes, relacionavam-se bem com os pais, amigos e professores.
Já a maioria das crianças que não conseguiram esperar apresentavam problemas escolares ou mesmo a abandonaram. Tinham notas ruins e relacionamentos não tão saudáveis.
No vídeo abaixo, você poderá ver a repetição do experimento feito com crianças colombianas realizada por Joachim de Posada. É hilário ver o comportamento infantil frente ao desafio. Você dará boas risadas!
Para conhecer mais, leio o livro Don’t Eat the Marshmallow… Yet, onde Joachim explica a importância da autodisciplina e da persistência para a obtenção do sucesso.
Percepções sobre a mente humana – o experimento da Prisão de Stanford
Este é o experimento mais intrigante de todos os que envolvem o estudo do comportamento humano. Em 1971, Philip Zimbardo, ex-Presidente da American Psychological Association e até hoje professor da Universidade de Stanford, decidiu fazer um teste no mínimo curioso: transformar o Departamento de Psicologia numa prisão simulada. O objetivo era avaliar como pessoas consideradas normais reagiriam quando fossem sujeitadas a uma mudança radical nos papéis normais de suas vidas.
Voluntários apresentaram-se após responderem a um anúncio no jornal. Uma série de avaliações foram feitas, de modo a possibilitar a escolha de pessoas que estivessem com boa saúde e que fossem estáveis mentalmente. Todos eram estudantes universitários, do sexo masculino, e foram divididos arbitrariamente em 12 guardas e 12 prisioneiros. Zimbardo decidiu que faria parte também e elegeu-se o Superintendente da Prisão. O experimento duraria duas semanas.
Para tornar a situação real, os “prisioneiros” foram presos pelos “guardas” em carros com sirene. Tiveram suas digitais recolhidas, os olhos vendados e foram colocados em uma cela. Tiraram suas roupas, foram sanitizados com vermífugo, tiveram os cabelos cortados, ganharam uniforme e um número e tinham uma corrente prendendo seus pés. O guardas usavam uniformes e cassetetes. Tudo pronto para o início do experimento.
Bastaram dois dias para os prisioneiros começarem uma rebelião contra o seu encarceramento. A camas foram colocadas contras as portas e o guardas insultados. Estes, então, acharam que era um bom momento para usarem os extintores de incêndio contra os rebelados. Se não bastasse, deixaram os prisioneiros nús e tiram suas camas, de modo que os obrigaram a dormir no chão.
A partir daí, o inferno imperou. As ofensas não pararam mais. O uso do banheiro foi restringido pelos guardas, que obrigavam os prisioneiros a limpá-los com as próprias mãos. Os detentos eram obrigados a fazerem exercícios humilhantes. Até mesmo Zimbardo, condutor do experimento, ficou tomado pelo papel de Superintendente, transformando-se numa rígida figura institucional. Para ele, a preocupação maior ela a segurança da prisão e o bem estar dos participantes foi relegado a segundo plano.
Com apenas seis dias, o experimento foi interrompido por Zimbardo, com diversos guardas não concordando com o fim. Os prisioneiros estavam psicologicamente exaustos. Era melhor parar agora antes que algo mais grave acontecesse.
“E o que isso tudo tem haver comigo?”
Sabe aqueles casos que vemos na televisão, de guardas mal-tratando inocentes ou de torturas maldosas? Pois é, é muito provável que você também agisse da mesma maneira que os inquisidores.
Psicólogos que estudaram mais sobre este assunto mostraram que o que impede de torturarmos fisicamente as pessoas à nossa volta é o medo da repercussão. O experimento da Prisão de Stanford mostrou que é só dar um poder absoluto sobre alguém que a pessoa começa a tomá-la como posse e a tratá-la como um objeto.
Este sentimento de posse gera apego e provavelmente fez com que o homem fizesse tantas guerras, até mesmo em nome da religião. Talvez aí resida um das causas de tratarmos o nosso planeta com tanto descaso, subjugando as demais espécies e poluindo-o incessantemente. Parece que realmente nascemos com alguns parafusos a menos e que teremos uma longa jornada até alcançarmos um estágio mais evoluído.
Enquanto isso, fique atento à si mesmo, pois o próximo caso de violência gratuita pode ser protagonizado por você.
Assista o vídeo abaixo, elaborado pelo Discovery Channel.
[vodpod id=ExternalVideo.823010&w=425&h=350&fv=]
Fontes:
Zimbardo, P. G. (1972). The Stanford Prison Experiment a Simulation Study of the Psychology of Imprisonment. Philip G. Zimbardo, Inc.
http://www.mindpowernews.com/5Psychological.htm.
http://www.spring.org.uk/2007/09/our-dark-hearts-stanford-prison.php.






